Piauí deve registrar 620 novos casos de câncer de tireoide, boca e laringe em 2026

Estimativa do INCA reforça a importância do diagnóstico precoce; especialistas alertam que identificar a doença nos estágios iniciais pode elevar as chances de cura para até 90%

Foto: reprodução/magnific


O Piauí deverá registrar aproximadamente 620 novos casos de câncer de tireoide, cavidade oral (boca) e laringe ao longo de 2026, de acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA). A projeção aponta para 350 diagnósticos de câncer de tireoide, 170 de câncer da cavidade oral e outros 100 de câncer de laringe.

Segundo o INCA, a incidência desses tumores varia entre homens e mulheres e está relacionada a fatores de risco como tabagismo, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, exposição prolongada ao sol sem proteção e diferenças no acesso ao diagnóstico e ao tratamento especializado.

Especialistas destacam que um dos maiores desafios continua sendo o diagnóstico tardio. Em muitos casos, os pacientes procuram atendimento apenas quando a doença já está em estágio avançado, o que reduz as possibilidades de tratamentos menos invasivos e diminui as chances de cura.

A médica e professora especialista em cirurgia de cabeça e pescoço, Kátia Marabuco, ressalta que a identificação precoce da doença é decisiva para o sucesso do tratamento.

"O diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de cura e reduzir os casos de metástase cervical, já que alguns desses tumores podem apresentar comportamento agressivo. Quando identificado em estágios iniciais, o câncer de cabeça e pescoço pode alcançar taxas de cura de até 90%", afirma.

Entre os principais sinais de alerta estão feridas na boca que não cicatrizam por mais de 15 dias, manchas persistentes na mucosa, caroços na região do pescoço, dificuldade para engolir, rouquidão por mais de três semanas sem causa aparente e alterações na voz.

De acordo com a especialista, a definição do tratamento depende do tipo e do estágio do tumor. As opções terapêuticas podem incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia e, em situações específicas, hormonioterapia, sempre com o objetivo de aumentar as chances de controle da doença e preservar a qualidade de vida do paciente. 

Fonte: Cidade Verde

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