Picos registra umidade do ar de apenas 8%, e mais de 200 cidades do Piauí ficam sob alerta

Climatologista prevê agravamento do calor e do tempo seco nas próximas semanas e chama atenção para riscos à saúde e aumento das ocorrências de queimadas

Alerta amarelo: baixa umidade do ar deve se intensificar no Piauí — Foto: Márcio Silveira/EPTV


Picos registrou nesta segunda-feira (24) a menor taxa de umidade relativa do ar observada no Piauí em 2026. O índice chegou a apenas 8%, nível considerado extremamente baixo. Outros municípios, entre eles São João do Piauí, Oeiras e Castelo do Piauí, também enfrentaram condições severas de tempo seco ao longo do dia.

A situação mantém grande parte do estado sob avisos meteorológicos. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), 112 municípios piauienses estão incluídos em alerta laranja de perigo devido à baixa umidade, válido até as 20h desta terça-feira (25). Outras 91 cidades estão sob alerta amarelo.

O cenário pode ficar ainda mais crítico nas próximas semanas. Segundo a climatologista Sônia Feitosa, a aproximação de setembro tende a favorecer temperaturas mais elevadas e índices ainda menores de umidade relativa do ar.

"A tendência agora é piorar, porque o mês de setembro é quando realmente essas condições tendem a se intensificarem", afirmou a especialista ao g1.

Alerta laranja indica risco à saúde e de incêndios

Nos municípios incluídos no alerta laranja, o Inmet prevê índices de umidade relativa do ar variando entre 12% e 20%. A condição representa risco moderado para a ocorrência de incêndios florestais e também pode provocar impactos à saúde.

Entre os problemas associados ao tempo muito seco estão ressecamento da pele, irritação nos olhos e desconfortos na boca e no nariz.

O alerta amarelo, por sua vez, indica possibilidade de umidade entre 20% e 30%. Apesar de representar um grau menor de perigo, a situação também exige cuidados, principalmente entre crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios.

Tempo seco favorece queimadas

Além dos impactos sobre a saúde, a combinação entre temperaturas elevadas e baixa umidade cria condições favoráveis para o surgimento e a propagação de incêndios. Segundo Sônia Feitosa, os ventos característicos desta época do ano podem tornar o cenário ainda mais preocupante.

"A umidade baixa e altas temperaturas são um combustível bem importante na formação de incêndios e também na dificuldade para apagar esse fogo, porque tem ainda um agravante nessa época: os ventos mais frequentes e mais intensos", explicou.

A climatologista destacou ainda a relação entre o aumento das temperaturas e a redução da umidade relativa do ar. A baixa presença de nuvens também contribui para elevar o calor, já que aumenta a incidência direta da radiação solar.

"A umidade do ar nessa época é inversamente proporcional à temperatura. Então, quando nós virmos uma região que está com uma alta temperatura agora, é porque também a umidade vai ser bem baixa também. [...] Não tendo nuvens, a radiação solar incide totalmente na atmosfera. Então, esse quadro vai piorar por esses dias", acrescentou.

Cuidados durante o período de baixa umidade

Diante das condições de tempo seco, a recomendação é reforçar a hidratação e reduzir a exposição às situações que possam aumentar os riscos à saúde. Entre as principais orientações estão:

Beber bastante líquido ao longo do dia;

Evitar atividades físicas ao ar livre;

Não se expor diretamente ao sol nos horários mais quentes;

Utilizar hidratante para evitar o ressecamento da pele;

Umidificar os ambientes sempre que possível.

Os cuidados devem ser intensificados enquanto persistirem as altas temperaturas e os baixos índices de umidade, especialmente nos municípios atingidos pelos alertas meteorológicos. 

Fonte: G1 Piauí 

Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem