Servidora pública e agente política são afastadas em operação da PF contra crimes eleitorais de 2024

Operação Escudo Eleitoral III apura organização criminosa, compra de votos, falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro

Servidora pública e agente política são afastadas em operação da PF contra grupo envolvido em crime eleitoral no PI — Foto: Reprodução/ Ascom PF

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (29), a Operação Escudo Eleitoral III, que resultou no afastamento cautelar de uma agente política e de uma servidora pública, além do cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão. As ações ocorreram nos municípios de Piracuruca (PI) e Águas Lindas (GO) e têm como foco a investigação de crimes praticados durante as Eleições Municipais de 2024.

Segundo a PF, os investigados podem responder pelos crimes de organização criminosa, compra de votos, falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro. As medidas cautelares incluem o afastamento dos cargos públicos como forma de preservar a integridade da investigação.

Em nota, a Polícia Federal afirmou que as providências adotadas buscam impedir o uso da estrutura estatal para ocultação de provas, evitar a influência sobre testemunhas e coibir a manipulação de recursos públicos em benefício dos investigados, além de assegurar a continuidade das apurações e o regular funcionamento do processo democrático.

As investigações tiveram início em novembro de 2025, a partir de informações colhidas em um inquérito anterior. De acordo com a PF, os elementos apontam para uma possível conexão entre integrantes de facção criminosa e o financiamento de campanhas eleitorais, com indícios de utilização de recursos de origem ilícita para custear atividades políticas.

Ainda conforme a corporação, a apuração indica a existência de práticas ilícitas voltadas à obtenção de votos, incluindo a dissimulação da origem de valores e bens empregados durante o processo eleitoral, o que caracteriza, em tese, crimes eleitorais e financeiros.

Os mandados e as medidas cautelares foram autorizados pelo Juízo de Garantias do Núcleo I da Justiça Eleitoral do Piauí.

A Polícia Federal destacou que, embora a operação leve o mesmo nome de fases anteriores, a atual investigação não tem relação com a vereadora de Teresina Tatiana Medeiros, presa e afastada do cargo na primeira fase da Escudo Eleitoral. Na ocasião, segundo a PF, havia indícios de que a campanha da parlamentar teria sido financiada com recursos ilícitos oriundos de facção criminosa.

As investigações seguem em andamento, e a Polícia Federal não descarta novas medidas, conforme o avanço das diligências e a análise do material apreendido.

Fonte: G1 Piauí

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