Suspeito com longa ficha criminal é solto após audiência de custódia e provoca nas redes sociais

Mesmo após prisão em flagrante por arrastão e histórico de condenações, Justiça impõe medidas cautelares e determina monitoramento eletrônico

Imagem reprodução redes sociais

Preso em flagrante com seis celulares roubados durante um arrastão nas proximidades de uma faculdade na zona Leste de Teresina, na noite da última terça-feira (14), José Junior foi colocado em liberdade provisória após passar por audiência de custódia. A decisão foi tomada pelo juiz da Central de Audiência de Custódia, que considerou o monitoramento eletrônico uma medida suficiente neste momento.

A prisão ocorreu poucas horas após o crime, quando José foi detido junto a outro homem e um adolescente. Os aparelhos celulares recuperados haviam sido subtraídos durante a ação criminosa em frente à instituição de ensino.

Após ser solto, o suspeito utilizou as redes sociais para debochar da decisão judicial e comemorar o fato de não permanecer preso. Em uma das postagens, ele escreveu: “Quem tem pano pra manga já sabe né”, ao compartilhar uma imagem da decisão que concedeu sua liberdade.

Em outra publicação, o tom foi ainda mais provocativo, sugerindo que sua condição financeira teria influenciado no desfecho do caso. “Vão se f** vcs tudinho não sabem de nada fica calado seus arrombados a e outra viu quem tem dinheiro não fica preso não”, afirmou.

Apesar do histórico criminal extenso, o magistrado avaliou o chamado periculum libertatis, termo jurídico que se refere ao risco que a liberdade do acusado pode representar à ordem pública ou ao andamento do processo. Após análise, entendeu que não havia elementos suficientes para justificar a manutenção da prisão preventiva.

Com isso, foram impostas medidas cautelares ao suspeito, incluindo a obrigatoriedade de comparecer à Justiça a cada dois meses para prestar esclarecimentos, a proibição de deixar a cidade de Teresina sem autorização judicial, a exigência de manter o endereço atualizado e o cadastro na Central de Monitoramento Eletrônico (CME). Além disso, José deverá utilizar tornozeleira eletrônica pelo período de 90 dias.

A decisão chama atenção pelo histórico criminal do investigado. José Junior já possui uma condenação por roubo qualificado, registrada em agosto de 2022, com pena fixada em 6 anos, 11 meses e 6 dias de reclusão, atualmente em fase de recurso.

Além disso, ele responde a dois processos no Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher na Comarca de Teresina. Também é alvo de inquéritos por adulteração de sinal identificador de veículo e possui outra condenação por receptação qualificada e corrupção de menor, com pena de 3 anos, 2 meses e 15 dias de reclusão, igualmente em fase recursal.

O caso reacende o debate sobre os critérios adotados em audiências de custódia e o equilíbrio entre garantias legais e a necessidade de proteção da sociedade diante de reincidência criminal.

Fonte: Cidade Verde

Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem