Mensagens analisadas pela Polícia Federal mencionam valores atribuídos ao senador, que nega recebimento de recursos ilícitos e qualquer irregularidade
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| Vorcaro e Ciro Nogueira - Foto reprodução |
O senador Ciro Nogueira (PP-PI) foi chamado de “insuportável” por Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, durante uma troca de mensagens que integra o material obtido pela Polícia Federal (PF) nas investigações relacionadas ao Banco Master. Segundo reportagem do Metrópoles, o diálogo ocorreu em meio a cobranças envolvendo pagamentos atribuídos ao parlamentar.
De acordo com o conteúdo divulgado, em 9 de janeiro de 2025, Zettel perguntou a Vorcaro como deveria proceder em relação a Ciro Nogueira e a uma pessoa identificada como “Sicário”. Na mensagem, classificou os dois como “insuportáveis”. Conforme a reportagem, Vorcaro não respondeu naquele momento.
No dia seguinte, Zettel retomou o assunto e incluiu Ciro em uma relação que chamou de “mais chatos”. Em seguida, encaminhou ao banqueiro uma planilha contendo pagamentos que estariam pendentes.
Segundo o material citado pelo Metrópoles, o documento apresentava um valor de R$ 1,4 milhão associado ao nome de Ciro Nogueira.
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| Conversas encontradas no celular de Vorcaro - Foto reprodução |
As mensagens estão entre os documentos analisados pela Polícia Federal no âmbito das investigações envolvendo Daniel Vorcaro e o Banco Master. De acordo com a PF, o nome do senador apareceu pelo menos 79 vezes em conversas mantidas entre Zettel e Vorcaro durante os anos de 2024 e 2025, em referências relacionadas a pagamentos.
Em outro diálogo citado na investigação, Zettel teria informado ao banqueiro que Ciro demonstrava urgência para o recebimento de R$ 2,5 milhões.
A apuração da Polícia Federal também aponta para a existência de supostos repasses mensais relacionados ao senador. Segundo os investigadores, esses valores teriam começado em R$ 300 mil e posteriormente alcançado R$ 500 mil.
A PF investiga possíveis relações financeiras e políticas entre Ciro Nogueira e Daniel Vorcaro. Entre os pontos analisados estão ainda despesas com viagens internacionais, hospedagens e outros benefícios que, segundo a investigação, teriam sido custeados pelo banqueiro.
Ciro Nogueira nega ter recebido valores ilícitos e afirma que não cometeu qualquer irregularidade.
Fonte: Metrópoles

