Levantamento divulgado nesta segunda-feira (14) mostra estabilidade de Lula e avanço de Flávio; em eventual segundo turno, o candidato do PL aparece com 42% contra 40% do petista, configurando empate técnico
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| Lula, Flávio Bolsonaro, Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema — Foto: Globo |
A nova pesquisa Quaest sobre a disputa pela Presidência da República, divulgada nesta segunda-feira (14), mostra o presidente Lula (PT) com 36% das intenções de voto no primeiro turno, seguido por Flávio Bolsonaro (PL), com 31%. Augusto Cury (Avante) aparece na terceira colocação, com 7%.
Na comparação com o levantamento divulgado em 7 de setembro, Lula permaneceu com os mesmos 36%, enquanto Flávio Bolsonaro avançou de 29% para 31%. Com isso, a diferença entre os dois principais candidatos caiu de sete para cinco pontos percentuais.
Augusto Cury oscilou de 8% para 7%. Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) aparecem empatados, ambos com 4%, enquanto Romeu Zema (Novo) registra 1%. Pela margem de erro, Cury está tecnicamente empatado com Renan e Caiado, que, por sua vez, também estão em empate técnico com Zema.
A pesquisa foi contratada pela Globo em parceria com o jornal O Globo e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em todo o país entre os dias 10 e 13 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03607/2026.
Cenário estimulado de primeiro turno
No levantamento estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, os resultados foram:
Lula (PT): 36%, mesmo percentual registrado em 7 de setembro;
Flávio Bolsonaro (PL): 31%, ante 29%;
Augusto Cury (Avante): 7%, ante 8%;
Renan Santos (Missão): 4%, ante 3%;
Ronaldo Caiado (PSD): 4%, ante 3%;
Romeu Zema (Novo): 1%, ante 2%;
Clariana Barão (DC): 0%;
Edmilson Costa (PCB): 0%;
Hertz Dias (PSTU): 0%;
Rui Costa Pimenta (PCO): 0%;
Samara Martins (UP): 0%, ante 1%;
Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0%;
Indecisos: 10%;
Branco, nulo ou não pretende votar: 7%, ante 8%.
Maioria afirma que voto já está definido
Entre os entrevistados que declararam preferência por algum candidato, 73% afirmam que a escolha é definitiva. Outros 27% dizem que ainda podem mudar de candidato até a eleição.
Na pesquisa anterior, 71% afirmavam ter uma decisão definitiva e 29% admitiam a possibilidade de mudança.
Entre os eleitores de Lula, 80% afirmam que não pretendem alterar o voto, mesmo percentual registrado na rodada anterior. No eleitorado de Flávio Bolsonaro, o índice de voto consolidado caiu de 78% para 72%.
Augusto Cury apresentou crescimento nesse indicador: 60% de seus eleitores dizem estar decididos, contra 49% na pesquisa anterior. Entre os apoiadores de Ronaldo Caiado, o percentual passou de 39% para 55%, enquanto Renan Santos avançou de 40% para 53%. Romeu Zema tem 36% de eleitores que classificam a escolha como definitiva, ante 35% anteriormente.
Pesquisa espontânea mostra Lula com 28% e Flávio com 23%
Na pesquisa espontânea, quando os entrevistados precisam citar um nome sem que seja apresentada uma lista de candidatos, Lula aparece com 28%, mesmo percentual da rodada anterior.
Flávio Bolsonaro avançou três pontos, passando de 20% para 23%. Augusto Cury aparece com 3%, ante 4%.
Outros nomes somam 3%. Os indecisos representam 41% dos entrevistados, enquanto 2% afirmam que votarão em branco, anularão o voto ou não pretendem comparecer às urnas.
Lula e Flávio têm rejeição de 55%
A pesquisa também mediu o nível de rejeição dos candidatos. Lula e Flávio Bolsonaro aparecem empatados, ambos com 55% dos entrevistados afirmando que os conhecem e não votariam neles de maneira alguma.
No caso de Lula, a rejeição subiu de 53% para 55%. Flávio permaneceu com os mesmos 55%.
Ronaldo Caiado aparece com rejeição de 42%, seguido por Romeu Zema, com 40%. Renan Santos registra 30%, enquanto Augusto Cury tem 26%.
Na sequência aparecem Rui Costa Pimenta, com 24%; Samara Martins, com 13%; Edmilson Costa, com 12%; Hertz Dias e Veterinário Wilson Grassi, ambos com 11%; e Clariana Barão, com 8%.
Flávio aparece numericamente à frente de Lula no segundo turno
Em uma eventual disputa de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o candidato do PL aparece numericamente à frente, com 42%, contra 40% do petista. Como a diferença está dentro da margem de erro, o cenário é considerado de empate técnico.
É a primeira vez desde abril que Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente de Lula nessa simulação dentro da série de levantamentos da Quaest.
Nesse confronto, 13% dizem que votariam em branco, anulariam o voto ou não compareceriam, enquanto 5% permanecem indecisos.
Lula e Cury também ficam tecnicamente empatados
Em uma eventual disputa entre Lula e Augusto Cury, o presidente aparece com 38% e o candidato do Avante com 36%. Pela margem de erro, os dois estão tecnicamente empatados.
Brancos, nulos ou eleitores que não pretendem votar representam 21%, enquanto 5% estão indecisos.
Lula tem 41% contra 39% de Caiado
No cenário entre Lula e Ronaldo Caiado, o petista registra 41% das intenções de voto, diante de 39% do candidato do PSD. A diferença também configura empate técnico.
Nesse cenário, 16% afirmam que votariam em branco, anulariam o voto ou não compareceriam, e 4% estão indecisos.
Lula marca 41% e Renan Santos, 38%
Contra Renan Santos, Lula aparece com 41%, enquanto o candidato do Missão registra 38%. Os dois também estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro.
Brancos, nulos ou aqueles que dizem não votar somam 17%, e os indecisos representam 4%.
Contra Zema, Lula abre vantagem fora da margem de erro
O único confronto de segundo turno apresentado pela pesquisa em que Lula aparece à frente fora da margem de erro é contra Romeu Zema.
Nesse cenário, o petista tem 45%, enquanto o candidato do Novo registra 33%. Outros 18% votariam em branco, anulariam o voto ou não compareceriam, e 4% estão indecisos.
Desaprovação do governo permanece em 50%
A pesquisa Quaest também avaliou a percepção dos brasileiros sobre o trabalho do presidente Lula. Segundo o levantamento, 50% desaprovam a atuação do presidente, enquanto 43% aprovam. Outros 7% não souberam ou preferiram não responder.
Os percentuais são exatamente os mesmos registrados no levantamento de 7 de setembro.
Na avaliação direta do governo, 38% classificam a gestão como negativa, mesmo percentual da rodada anterior. A avaliação positiva caiu de 34% para 32%, enquanto a parcela que considera o governo regular aumentou de 25% para 27%.
Outros 3% não souberam ou não responderam.
Fonte: G1
