Desemprego recua para 5,6% e atinge menor nível da série histórica

País registra recorde de trabalhadores com carteira assinada e 102,4 milhões de pessoas ocupadas, aponta IBGE

Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,6% no trimestre encerrado em julho, o menor nível desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), em 2012. No período anterior, o índice havia sido de 5,8%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O recuo reflete um mercado de trabalho aquecido: o país encerrou julho com 6,1 milhões de pessoas desocupadas, o menor contingente desde o fim de 2013. Já o número de ocupados bateu recorde, alcançando 102,4 milhões de trabalhadores.

Outro destaque foi o avanço da formalização: o Brasil chegou a 39,1 milhões de empregados com carteira assinada, número inédito no levantamento.

Mercado de trabalho em expansão

Segundo o analista do IBGE William Kratochwill, os dados confirmam a resiliência do mercado:

“O mercado se mostra aquecido, com características de expansão. O estoque de pessoas fora da força de trabalho vem diminuindo.”

No total, o nível de ocupação se manteve em 58,8% da população em idade de trabalhar, patamar recorde.

A pesquisa aponta ainda que 65,6 milhões de pessoas permanecem fora da força de trabalho. Já o número de desalentados, aqueles que desistiram de procurar emprego, recuou 11% e chegou a 2,7 milhões de pessoas.

Setores que puxaram a geração de vagas

Entre maio e julho, três setores lideraram a expansão do emprego:

Administração pública, educação e saúde: +522 mil pessoas empregadas;

Informação, comunicação, atividades financeiras e administrativas: +260 mil;

Agricultura, pecuária, pesca e produção florestal: +206 mil.

Informalidade e rendimentos

A taxa de informalidade caiu para 37,8%, a segunda menor já registrada, atrás apenas de julho de 2020. Mesmo assim, o número absoluto de trabalhadores informais aumentou, passando de 38,5 milhões para 38,8 milhões.

O rendimento médio real ficou em R$ 3.484, praticamente estável frente ao trimestre anterior. Já a massa de rendimentos alcançou R$ 352,3 bilhões, um crescimento de 2,5% em relação ao segundo trimestre.

Publicação adiada

O IBGE havia previsto divulgar os dados em 29 de agosto, mas a publicação foi adiada em 18 dias por problemas técnicos.

Fonte: Agência Brasil

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