Programa prevê bolsas para educadores e educandos e deve alcançar até 9 mil participantes em todo o país
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| Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil |
O Ministério da Saúde, em parceria com a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS), lançou um novo edital do Programa de Formação de Agentes Educadoras e Educadores Populares de Saúde (AgPopSUS). A chamada pública, aberta até o dia 18 de janeiro, tem como objetivo selecionar movimentos sociais populares para a criação de 450 turmas distribuídas em 17 unidades da Federação.
O edital prevê o pagamento de bolsa mensal de R$ 2,5 mil para educadores e de R$ 560 para educandos, valor destinado a auxiliar despesas com deslocamento e permanência no curso. Cada turma será formada por um educador e 20 estudantes, o que possibilita a formação de até 9 mil agentes populares de saúde em todo o Brasil.
Para orientar os movimentos sociais interessados, a AgSUS realizará uma sessão pública virtual no dia 9 de janeiro, transmitida pelo canal institucional da agência no YouTube, com esclarecimentos sobre critérios, etapas e funcionamento do edital.
Critérios e distribuição das turmas
A distribuição das turmas entre os estados seguirá critérios de equidade, priorizando regiões com maior concentração de pobreza, maior vulnerabilidade social e maior impacto populacional. O curso será ofertado nos seguintes estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Distrito Federal.
Sobre o AgPopSUS
O Programa de Formação de Agentes Educadoras e Educadores Populares de Saúde foi criado para fortalecer a atuação dos movimentos sociais na defesa do SUS e do direito à saúde, ampliando o protagonismo popular e a articulação entre saberes técnicos, tradicionais e comunitários.
A iniciativa tem origem na experiência de lideranças comunitárias durante a pandemia da covid-19, quando agentes populares passaram a desempenhar papel fundamental na proteção de territórios vulneráveis, no combate à desinformação e no acesso aos serviços de saúde. Desde então, o programa vem contribuindo para a consolidação de uma rede nacional de educadores populares comprometidos com a promoção da saúde e a justiça social.
Fonte: Agência Brasil
