Governo iraniano alerta para ataques a rotas estratégicas, energia e países vizinhos diante de escalada militar na região
O Conselho de Defesa do Irã afirmou que poderá adotar medidas drásticas caso os Estados Unidos avancem com uma possível invasão ao país. Em comunicado, o governo iraniano declarou que poderá “minar todo o Golfo Pérsico”, comprometendo rotas marítimas estratégicas e afetando diretamente o fluxo global de petróleo e gás.
A ameaça surge em meio a informações de que forças norte-americanas estariam mirando a ilha de Kharg, localizada a cerca de 24 quilômetros da costa iraniana e considerada um dos principais centros de armazenamento e exportação de petróleo do país. A região tem importância estratégica para o abastecimento energético mundial.
Segundo autoridades iranianas, qualquer tentativa de ataque às suas costas ou ilhas será respondida com ações que incluem o bloqueio de vias marítimas e a destruição de infraestruturas consideradas essenciais. O país também mencionou a possibilidade de atingir usinas de energia e instalações de dessalinização no Golfo, o que poderia comprometer o fornecimento de água e eletricidade em diversos países da região.
Além disso, o governo iraniano divulgou uma lista de possíveis alvos prioritários em nações vizinhas, incluindo instalações sensíveis nos Emirados Árabes Unidos. Também foram citadas ameaças a sistemas de comunicação e tecnologia, ampliando o alcance de um eventual conflito.
A escalada ocorre após um ultimato dado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que exigiu a liberação do Estreito de Hormuz, rota responsável por cerca de 20% do petróleo transportado no mundo. Trump afirmou que, caso não haja liberação em até 48 horas, os EUA poderão realizar ataques diretos contra estruturas energéticas iranianas.
Em resposta, o Irã reiterou que qualquer ação contra sua infraestrutura será respondida com ataques coordenados contra interesses norte-americanos e aliados na região. Desde o início do conflito, o país já realizou ofensivas contra territórios vizinhos, justificando as ações pela presença de bases militares dos Estados Unidos em países como Kuwait, Qatar e Emirados Árabes Unidos.
O cenário eleva a tensão no Oriente Médio e aumenta o risco de uma ampliação do conflito, com possíveis impactos globais sobre a economia, a segurança energética e a estabilidade internacional.
Fonte: UOL
