Embora a dor no peito seja o sintoma mais conhecido, o infarto também pode provocar falta de ar, suor frio, náuseas e outros sinais que exigem atendimento médico urgente
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| Dor ou aperto no peito é o sinal mais comum de infarto, mas não aparece em todos os casos Imagem: iStock |
O infarto agudo do miocárdio é uma das principais causas de morte no Brasil e no mundo. Embora a dor no peito seja o sintoma mais conhecido, o problema pode se manifestar de diferentes formas, o que muitas vezes dificulta o reconhecimento rápido da emergência. Identificar os sinais precocemente pode fazer a diferença para aumentar as chances de sobrevivência e reduzir sequelas.
Os principais sintomas do infarto
O sinal mais frequente é a dor ou sensação de aperto no peito, que pode durar mais de 20 minutos. Esse desconforto pode irradiar para o pescoço, mandíbula, costas, ombro ou braço esquerdo. Em alguns casos, a pessoa não descreve exatamente uma dor, mas uma sensação de peso, queimação ou pressão no tórax.
Além desse sintoma, outros sinais merecem atenção:
Dor, pressão ou aperto no peito;
Queimação ou sensação de peso no tórax;
Formigamento, especialmente no braço esquerdo;
Náuseas e vômitos;
Suor frio e palidez;
Falta de ar;
Cansaço intenso ou fraqueza repentina;
Tontura ou desmaio;
Ansiedade acompanhada de mal-estar e desconforto no peito.
Especialistas alertam que mulheres, idosos e pessoas com diabetes podem apresentar sintomas menos característicos. Nesses grupos, é comum que o infarto se manifeste principalmente com falta de ar, cansaço excessivo, queimação no peito ou mal-estar generalizado, sem a dor intensa tradicional.
Quando o risco é maior
Outro sinal importante é a angina, uma dor no peito provocada pela redução do fluxo de sangue para o coração. Quando ela passa a ocorrer com pequenos esforços ou até mesmo em repouso, pode indicar uma angina instável, considerada um quadro de alto risco e que pode anteceder um infarto.
O que fazer diante da suspeita
Ao perceber sintomas compatíveis com infarto, a recomendação é acionar imediatamente o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo telefone 192, mantendo a pessoa em repouso até a chegada do socorro.
Mesmo que os sintomas pareçam leves ou que a pessoa não tenha histórico de doenças cardíacas, é fundamental procurar atendimento de urgência. O diagnóstico costuma ser feito por meio de eletrocardiograma e exames de sangue que identificam lesão no músculo cardíaco.
Quando o infarto é confirmado, o tratamento pode incluir medicamentos, cateterismo e angioplastia para desobstruir a artéria afetada. Quanto mais rápido o atendimento, maiores são as chances de preservar o funcionamento do coração e evitar complicações graves.
Fonte: Viva Bem UOL
