Fenômeno começa na noite de quinta-feira (27) e atinge o ponto máximo à 1h13 de sexta (28); observação poderá ser feita a olho nu
![]() |
| Observação poderá ser feita em qualquer região do país. ROBERT ATANASOVSKI/AFP |
O céu brasileiro será palco de um eclipse lunar parcial na virada de quinta-feira (27) para sexta-feira (28). O fenômeno poderá ser acompanhado de todas as regiões do país e terá como destaque o obscurecimento de 96,2% da Lua durante o momento de maior intensidade.
O eclipse terá início às 22h24 de quinta-feira, com a entrada da Lua na penumbra da Terra. A fase parcial, mais facilmente percebida pelos observadores, começará às 23h34 e seguirá durante a madrugada.
O ponto máximo está previsto para 1h13 de sexta-feira, quando praticamente toda a superfície visível da Lua estará coberta pela sombra terrestre. A fase parcial termina às 2h52, enquanto o fenômeno será encerrado completamente às 4h02.
Diferentemente do eclipse solar ocorrido em 12 de agosto, que não pôde ser observado do Brasil, desta vez todo o território nacional estará em uma posição favorável para acompanhar o evento, desde que as condições meteorológicas permitam.
A proximidade entre eclipses solares e lunares ocorre devido à dinâmica orbital da Terra e da Lua. Quando os astros alcançam condições adequadas de alinhamento, é comum que os dois tipos de fenômeno aconteçam com aproximadamente duas semanas de diferença.
Lua ficará quase totalmente encoberta
Apesar de 96,2% da Lua entrar na região mais escura da sombra da Terra, o eclipse continuará sendo classificado como parcial. Isso ocorre porque uma pequena parte do satélite permanecerá fora da umbra, como é chamada a porção mais escura da sombra projetada pelo planeta.
De acordo com a astrônoma Josina Oliveira do Nascimento, do Observatório Nacional, não será necessário utilizar equipamentos especiais para acompanhar o fenômeno.
— Para ver o eclipse da Lua não é preciso nenhum aparato, basta olhar e contemplar pelo tempo que quiser, explica a astrônoma.
Ao contrário dos eclipses solares, que exigem equipamentos adequados para proteger os olhos, os eclipses lunares podem ser observados diretamente e com segurança. Binóculos e telescópios podem melhorar a experiência, mas não são necessários.
A visibilidade dependerá principalmente das condições do tempo em cada região. Céu encoberto ou presença intensa de nuvens poderá dificultar ou impedir a observação.
Confira os horários do eclipse
A fase parcial, considerada a mais perceptível do evento, terá duração aproximada de três horas e 18 minutos.
22h24 de quinta-feira (27): início do eclipse penumbral;
23h34 de quinta-feira (27): início do eclipse parcial;
1h13 de sexta-feira (28): máximo do eclipse parcial;
2h52 de sexta-feira (28): fim do eclipse parcial;
4h02 de sexta-feira (28): fim do eclipse penumbral.
Como acontece um eclipse lunar?
O eclipse lunar ocorre quando a Terra fica posicionada entre o Sol e a Lua. Com esse alinhamento, a sombra do planeta é projetada sobre a superfície lunar, fazendo com que o satélite fique temporariamente escurecido.
No eclipse solar, a configuração é diferente: a Lua passa entre a Terra e o Sol e bloqueia total ou parcialmente a luz solar para determinadas regiões do planeta.
Outros fenômenos astronômicos previstos para 2026
O calendário astronômico ainda reserva outros eventos para os últimos meses do ano. Em 2026, serão registradas 13 luas cheias, consequência do intervalo de aproximadamente 29 dias entre uma Lua cheia e outra, permitindo que, ocasionalmente, duas ocorram dentro do mesmo mês.
Entre os destaques estão as luas cheias de 26 de setembro, conhecida como Lua da Colheita; 26 de outubro, a Lua do Caçador; 24 de novembro, a Lua do Castor; e 23 de dezembro, a chamada Lua Fria.
A Lua cheia de dezembro será uma das grandes atrações do período. Ela estará a aproximadamente 356.740 quilômetros da Terra, tornando-se a superlua mais próxima do planeta em 2026 e proporcionando uma aparência maior e mais brilhante no céu.
Chuvas de meteoros também movimentam o calendário
Até dezembro, diferentes chuvas de meteoros poderão ser observadas. Esses fenômenos acontecem quando a Terra atravessa regiões do espaço contendo fragmentos deixados principalmente por cometas.
Entre os principais períodos de pico estão as Oriônidas, entre 21 e 22 de outubro; as Taurídeas do Sul, em 4 e 5 de novembro; as Taurídeas do Norte, em 11 e 12 de novembro; e as Leonídeas, entre 16 e 17 de novembro.
Em dezembro, será a vez das Geminídeas, com pico previsto para os dias 13 e 14, e das Ursídeas, entre 21 e 22 do mesmo mês.
O calendário ainda inclui aproximações aparentes e ocultações envolvendo planetas. Em 6 de outubro, a Lua passará à frente de Júpiter, ocultando o planeta por aproximadamente uma hora para observadores de determinadas áreas da América do Norte.
Já em 4 de dezembro, a Lua crescente aparecerá próxima de Vênus no céu, enquanto Júpiter e Marte também formarão uma dupla brilhante, encerrando o ano com mais um espetáculo para os observadores do céu noturno.
Fonte: GZH
