Escritor do Avante assume a terceira colocação na corrida presidencial; levantamento também aponta empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro em eventual segundo turno
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| Lula, Flavio Bolsonaro e Augusto Cury - Imagem reprodução |
A nova pesquisa Quaest sobre a disputa pela Presidência da República, divulgada nesta quarta-feira (2), mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança das intenções de voto, com 37%, seguido por Flávio Bolsonaro (PL), com 29%. O escritor Augusto Cury (Avante) aparece em terceiro lugar, com 10%.
Na sequência estão Renan Santos (Missão), com 3%, Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Samara Martins (UP), todos com 1%. Rui Costa Pimenta (PCO), Wilson Grassi (Democrata), Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB) e Hertz Dias (PSTU) não chegaram a 1%.
Os eleitores indecisos representam 11% dos entrevistados, enquanto 7% afirmaram que pretendem votar em branco, anular o voto ou não comparecer às urnas.
O levantamento foi encomendado pelo jornal O Globo e pela Globo e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em todo o país entre 30 de agosto e 1º de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07065/2026.
Cury cresce entre eleitores independentes
Um dos principais destaques da pesquisa é o desempenho de Augusto Cury, que se consolidou na terceira posição. De acordo com Felipe Nunes, diretor da Quaest e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), o crescimento do candidato do Avante está relacionado principalmente ao avanço entre os eleitores considerados independentes.
Nesse segmento, Cury alcança 24% das intenções de voto e aparece numericamente à frente de Lula.
Os resultados atuais, no entanto, não podem ser comparados diretamente com todos os números da pesquisa de 14 de agosto, porque o cenário apresentado aos entrevistados naquela ocasião era diferente. Leonardo Avalanche aparecia como candidato do PRTB, mas posteriormente cedeu espaço para Pablo Marçal, que registrou sua candidatura em 15 de agosto.
Marçal está inelegível, e caberá ao Tribunal Superior Eleitoral decidir sobre a possibilidade de participação dele na eleição.
Cenário com Pablo Marçal
Quando Pablo Marçal é incluído entre os candidatos, Lula permanece com 37%, enquanto Flávio Bolsonaro chega a 30%. Augusto Cury mantém 10% e Renan Santos registra 3%.
Ronaldo Caiado, Pablo Marçal e Romeu Zema aparecem com 1% cada. Samara Martins, Rui Costa Pimenta, Clariana Barão, Wilson Grassi, Edmilson Costa e Hertz Dias não atingem 1%.
Nesse cenário, 10% dos entrevistados estão indecisos e 7% dizem que votarão em branco, anularão o voto ou não irão votar.
Maioria afirma estar decidida sobre o voto
A Quaest também perguntou aos entrevistados se a escolha atual para presidente é definitiva ou se ainda existe possibilidade de mudança até a eleição, marcada para 4 de outubro.
Para 71% dos eleitores, o voto já está definido. Outros 29% afirmam que ainda podem mudar de candidato.
Lula possui o eleitorado mais consolidado: 80% dos que declaram voto no petista dizem que a decisão é definitiva. Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, esse percentual chega a 75%.
A situação é diferente entre os apoiadores de Augusto Cury. Entre eles, 52% afirmam estar decididos, enquanto 48% ainda admitem mudar de candidato.
No eleitorado de Renan Santos, 57% dizem que podem alterar o voto. Entre os apoiadores de Ronaldo Caiado, o percentual chega a 58%.
Pesquisa espontânea tem 42% de indecisos
No levantamento espontâneo, quando os entrevistadores não apresentam uma lista com os nomes dos candidatos, Lula também aparece na liderança, com 28%.
Flávio Bolsonaro registra 20%, enquanto Augusto Cury aparece com 4%. Outros candidatos, somados, também alcançam 4%.
O número de eleitores que ainda não sabem espontaneamente em quem votar chega a 42%. Outros 2% afirmam que pretendem votar em branco, anular ou não comparecer.
Flávio e Lula têm as maiores rejeições
A pesquisa também mediu o potencial de rejeição dos candidatos, perguntando aos eleitores se conhecem e votariam, se não conhecem ou se conhecem e não votariam em cada nome apresentado.
Flávio Bolsonaro registra a maior rejeição, com 55% dos entrevistados afirmando que o conhecem e não votariam nele. Lula aparece logo depois, com 53%.
Pablo Marçal tem rejeição de 44%, seguido por Ronaldo Caiado, com 40%, e Romeu Zema, com 38%.
Renan Santos registra 28% de rejeição e Augusto Cury, 25%. Rui Costa Pimenta aparece com 23%.
Edmilson Costa e Samara Martins registram 11% cada; Hertz Dias e Wilson Grassi, 10% cada; e Clariana Barão tem 7%.
Lula e Flávio ficam empatados dentro da margem de erro no segundo turno
Em uma eventual disputa de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, os dois aparecem tecnicamente empatados.
Lula registra 42% das intenções de voto, contra 41% de Flávio Bolsonaro. Outros 13% afirmam que votariam em branco, anulariam o voto ou não compareceriam, enquanto 4% permanecem indecisos.
A diferença numérica entre os dois caiu para apenas um ponto percentual. No levantamento anterior, realizado em agosto, a vantagem de Lula era de três pontos.
Lula tem 40% contra 34% de Augusto Cury
Pela primeira vez, a Quaest também testou uma eventual disputa de segundo turno entre Lula e Augusto Cury.
Nesse cenário, Lula aparece com 40%, enquanto Cury alcança 34%. Os votos brancos, nulos e daqueles que não pretendem comparecer representam 21%, e 5% estão indecisos.
Em um eventual confronto entre Lula e Renan Santos, o presidente registra 43%, contra 36% do candidato do Missão. Outros 17% votariam em branco, anulariam ou não compareceriam, e 4% estão indecisos.
Contra Romeu Zema, Lula aparece com 44%, enquanto o governador mineiro alcança 33%. Brancos, nulos e eleitores que não pretendem votar somam 19%, e os indecisos representam 4%.
Desaprovação do governo chega a 48%
Além dos cenários eleitorais, a Quaest avaliou a percepção dos brasileiros sobre o governo Lula. Segundo o levantamento, 48% desaprovam a administração federal, enquanto 45% aprovam. Os resultados indicam estabilidade em relação à rodada anterior da pesquisa.
Quando os entrevistados são convidados a classificar diretamente a gestão, 37% consideram o governo negativo e 35% avaliam a administração positivamente.
Outros 25% classificam o governo como regular, enquanto 3% não souberam ou preferiram não responder.
Quase metade afirma que economia piorou
A percepção sobre a situação econômica também foi medida. Para 49% dos entrevistados, a economia brasileira piorou nos últimos 12 meses.
Outros 29% consideram que a situação econômica permaneceu igual, enquanto 19% afirmam que houve melhora. Os que não souberam ou não responderam representam 3%.
A percepção sobre os preços dos alimentos também permanece predominantemente negativa. Para 67% dos brasileiros ouvidos pela Quaest, os preços aumentaram no último mês.
Outros 22% afirmam que os preços permaneceram iguais e 9% perceberam queda. Apenas 2% não souberam ou não responderam.
Fonte: G1
