Ministério da Saúde monitora surto de vírus Nipah e reforça vigilância no Brasil

Autoridades avaliam risco como baixo e destacam protocolos permanentes de resposta a agentes altamente patogênicos

Foto: Reprodução - Não há vacina e nem tratamento específico para combater o Nipah

Um novo surto do vírus Nipah registrado no estado de Bengala Ocidental, na Índia, levou autoridades de saúde a reforçarem medidas de monitoramento após a confirmação de infecções entre profissionais da área e a adoção de quarentena para pessoas que tiveram contato com os casos. Diante do cenário internacional, o Ministério da Saúde informou que acompanha a situação de forma contínua, mas avalia como baixo o risco de introdução do vírus no Brasil.

Segundo a pasta, os casos confirmados até o momento permanecem restritos a profissionais de saúde, sem evidências de transmissão comunitária ou disseminação internacional. O governo brasileiro ressaltou que não há indicação de ameaça à população e que o país mantém protocolos permanentes de vigilância e resposta a agentes altamente patogênicos.

O monitoramento é realizado em articulação com instituições de referência, como o Instituto Evandro Chagas, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), além do acompanhamento das orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS). A OMS, inclusive, classificou como baixo o risco de propagação internacional e não recomendou restrições a viagens ou ao comércio, embora mantenha o vírus Nipah na lista de patógenos prioritários devido ao seu alto potencial epidêmico.

Identificado pela primeira vez em 1998, o vírus Nipah é considerado uma ameaça relevante à saúde global por apresentar elevada taxa de letalidade, ausência de vacina ou tratamento específico e capacidade de causar surtos graves. O patógeno circula principalmente entre morcegos frugívoros e pode ser transmitido aos humanos por alimentos contaminados, contato com animais infectados ou transmissão direta entre pessoas.

A infecção pode se manifestar com sintomas iniciais como febre, dor de cabeça, dores musculares e vômitos, evoluindo, nos casos mais graves, para complicações neurológicas, encefalite e insuficiência respiratória. O período de incubação varia, em média, de 4 a 14 dias, podendo chegar a até 45 dias em situações excepcionais.

Atualmente, o tratamento é baseado apenas em cuidados intensivos de suporte. Diante disso, o Ministério da Saúde reforça que a vigilância ativa e a rápida resposta a eventos suspeitos seguem como estratégias centrais para prevenir riscos e proteger a população brasileira.

Fonte: IG

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