Morte de bebê reacende alerta mundial sobre fórmulas infantis da Nestlé

Casos na França e no Brasil levam autoridades a proibir lotes por risco de contaminação bacteriana

Divulgação | Nestlé Produtos têm risco de contaminação por bactéria

A morte de um bebê na França após o consumo de uma fórmula infantil da Nestlé, pertencente a lotes já proibidos para venda e consumo, acendeu um alerta sanitário internacional. O caso está sob investigação da Justiça francesa e envolve suspeita de contaminação por uma toxina altamente perigosa, o que levou autoridades de diversos países a reforçarem ações de fiscalização e retirada dos produtos do mercado.

Segundo o Ministério Público da França, o bebê teria ingerido, entre os dias 5 e 7 de janeiro, uma fórmula da marca Guigoz, pertencente ao grupo Nestlé e amplamente comercializada no país europeu. Amostras do produto estão sendo analisadas para verificar a presença da toxina cereulide, produzida pela bactéria Bacillus cereus, além da realização de autópsia para confirmação das causas da morte.

Desde que a Nestlé anunciou um recall voluntário de determinadas fórmulas infantis, por risco de contaminação microbiológica, o governo francês montou uma força-tarefa nacional para retirar os produtos irregulares do mercado. A mobilização envolve também fórmulas de outras fabricantes, como a Lactalis.

Em nota divulgada nesta quinta-feira (22), o governo francês afirmou que os serviços do Estado seguem em alerta máximo. “As autoridades sanitárias, em conjunto com agências nacionais e internacionais, permanecem totalmente mobilizadas para garantir a retirada dos produtos e a proteção da população”, destacou o comunicado oficial.

Gerada por IA Marcas devem ser retiradas de circulação de estabelecimentos comerciais

Casos de intoxicação no Brasil

O alerta também chegou ao Brasil. No início de janeiro, dois bebês foram intoxicados no Distrito Federal após consumirem fórmulas infantis da Nestlé. A Secretaria de Saúde do DF confirmou os casos no dia 13 de janeiro, após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinar a suspensão da venda de diversos produtos da marca no país.

As crianças, com cerca de um ano de idade, apresentaram vômitos persistentes e diarreia intensa logo após a ingestão das fórmulas contaminadas. Os sintomas levaram à investigação sanitária e à ampliação do alerta para consumidores em todo o território nacional.

Entre os produtos proibidos no Brasil estão fórmulas amplamente utilizadas por pais e responsáveis, como Nestogeno, Nan Supreme Pro, Nanlac Supreme Pro, Nanlac Comfor, Nan Sensitive e Alfamino.

Lista de fórmulas, lotes e validades proibidos

NESTOGENO (0 a 6 meses)
Validade: 01/03/2027
Lotes:

• 5341046041
• 5342046041
• 5343046041
• 5344046041

NAN SUPREME PRO (0 a 6 meses)
Validade: 01/08/2027
Lotes:

• 5321046041
• 5321046043
• 5319046041
• 5320046041

NAN SUPREME PRO (6 a 12 meses)
Validade: 01/08/2027
Lotes:

• 5324046041
• 5325046041
• 5326046041

NANLAC SUPREME PRO (1 a 3 anos)
Validade: 01/10/2026
Lotes:

• 5301046041

• 5302046041

Validade: 01/12/2026
Lotes:

• 5338046041
• 5339046041

• 5340046041

NANLAC COMFOR (1 a 3 anos)
Validade: 01/11/2026
Lotes:

• 5327046041
• 5327046043
• 5328046041

Validade: 01/12/2026
Lotes:

• 5336046041
• 5337046041
• 5338046041

NANLAC COMFOR (1 a 3 anos – versão V)
Validade: 01/11/2026
Lotes:

• 53360460V4
• 53370460V1
• 53380460V1
• 53390460V1
• 53390460V2
• 53430460V2

NAN SCIENCE PRO SENSITIVE
Validade: 01/08/2027
Lote:

• 5323046041

ALFAMINO
Lotes e validades:

• 51060017Y1 – 16/04/2027
• 51540017Y1 – 03/06/2027

• 52720017Y2 – 29/09/2027

Orientação aos pais e responsáveis

A Anvisa reforça que pais e responsáveis devem verificar atentamente o número do lote impresso no rótulo das fórmulas infantis. Caso o produto pertença a um dos lotes suspensos, não deve ser consumido em hipótese alguma.

A agência esclarece ainda que outros lotes das mesmas marcas não foram afetados, mas recomenda cautela e acompanhamento médico imediato em caso de sintomas como vômitos, diarreia ou mal-estar após o consumo.

As investigações seguem em andamento tanto no Brasil quanto no exterior, enquanto autoridades sanitárias monitoram possíveis novos casos e reforçam a vigilância sobre produtos destinados à alimentação infantil.

Fonte: IG

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