Resultados no Piauí impulsionam Chico Lucas como candidato ao Ministério da Segurança

Conselho quer apresentar ao Planalto um candidato de consenso para comandar a futura pasta da Segurança Pública

Secretário de Segurança do Piauí, Chico Lucas - Imagem reprodução da web

A definição de quem irá comandar o novo Ministério da Segurança Pública tem provocado disputas internas e resistências políticas nos bastidores de Brasília. Diante do impasse, o Conselho Nacional dos Secretários de Segurança Pública (Consesp) passou a se movimentar para apresentar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva um nome construído dentro do próprio colegiado como alternativa de consenso.

A articulação é liderada pelo atual presidente do Conselho, o secretário de Segurança da Paraíba, Jean Nunes, que defende a indicação do secretário de Segurança Pública do Piauí, Francisco Lucas Veloso, conhecido nacionalmente como Chico Lucas. A proposta é levar ao Palácio do Planalto um nome que reúna respaldo técnico, resultados comprovados e capacidade de diálogo federativo.

Internamente, Chico Lucas é visto como uma liderança agregadora entre os secretários estaduais. Seu nome conta, inclusive, com o apoio de Sandro Avelar, ex-presidente do Conselho e ex-diretor-geral adjunto da Polícia Federal, figura com trânsito em diferentes campos políticos. A avaliação predominante é que a futura pasta exigirá alguém com capacidade de articulação institucional, sobretudo em um cenário eleitoral no qual a segurança pública tende a ganhar protagonismo.

Os números apresentados pela gestão de Veloso no Piauí são apontados como o principal trunfo da indicação. Durante sua passagem pela secretaria, o estado registrou queda de 53% nos furtos de celulares e redução de 38% nos furtos de veículos. Além disso, os homicídios apresentaram recuo significativo: 33% na taxa por 100 mil habitantes e cerca de 30% em números absolutos, alcançando o menor patamar da última década.

Outro fator considerado estratégico é o alinhamento político. Chico Lucas é filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT) e aliado do ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias. Sua eventual nomeação ajudaria a pacificar setores do partido que defendem a presença de um quadro identificado com o projeto político do governo federal à frente da nova pasta.

Apesar da movimentação do Conselho, a disputa segue aberta. Entre os nomes que circulam no entorno do presidente estão Wellington César, ex-secretário de Assuntos Jurídicos da Presidência e defendido pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, além do atual diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, considerado um dos auxiliares de maior confiança de Lula.

Com “pesos pesados” na mesa do presidente, a estratégia do Conselho dos Secretários de Segurança é apresentar uma alternativa que una resultados práticos, legitimidade técnica e apoio federativo, buscando influenciar a decisão final sobre o comando do novo ministério.

Fonte: Metrópoles 

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