Aumento atinge smartphones importados, equipamentos industriais e pode gerar efeito cascata na inflação
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| Imagem reprodução da Internet |
O governo federal decidiu elevar, no início de fevereiro, o imposto de importação de mais de mil produtos, incluindo eletrônicos e itens estratégicos para a indústria. A medida já impacta diretamente os celulares importados prontos, que sofreram acréscimo de até 7,2 pontos percentuais na carga tributária.
Com isso, modelos premium e marcas que não possuem fabricação no Brasil devem chegar às lojas com preços mais elevados nos próximos dias. Entre os mais afetados estão aparelhos da Xiaomi, versões Pro do iPhone e dispositivos de marcas como Realme, Oppo e Honor.
Já smartphones montados em território nacional, como parte das linhas da Samsung, Motorola e alguns modelos base da Apple e de fabricantes chinesas, não terão aumento imediato. No entanto, o cenário pode mudar. A nova regra também encarece máquinas e equipamentos industriais importados, utilizados na modernização das fábricas brasileiras.
Esse aumento no custo do maquinário cria um efeito cascata: ao subir o gasto de produção, o preço final ao consumidor tende a acompanhar essa elevação no médio prazo. A indústria nacional, embora inicialmente protegida, também poderá sentir os reflexos da medida.
O impacto vai além dos celulares. A mudança tributária afeta componentes básicos e pode pressionar os preços de eletrodomésticos, televisores e até equipamentos hospitalares, ampliando o debate sobre possíveis efeitos inflacionários.
Para o presidente do Fiorde Group, Mauro Lourenço Dias, a decisão pode comprometer investimentos e reduzir a competitividade. Segundo ele, o aumento das alíquotas atinge diretamente a capacidade de expansão das empresas, especialmente diante da forte dependência de tecnologia estrangeira para modernização industrial.
Por outro lado, o Ministério da Fazenda defende a medida como estratégia para proteger a indústria nacional diante do crescimento expressivo das compras internacionais desde 2022. A equipe econômica sustenta que o impacto na inflação deve ser indireto e limitado, apostando que a elevação das tarifas ajudará a reequilibrar o mercado e fortalecer a produção instalada no país.
O debate agora gira em torno do equilíbrio entre proteção industrial e impacto no bolso do consumidor, em um momento de atenção redobrada aos índices de preços e ao poder de compra da população.
Com informações do Tudo Celular
