Piauí mantém liderança em casas próprias, mas aluguel avança no estado, aponta IBGE

Mesmo entre os estados com maior índice de imóveis próprios do país, Piauí registra queda na moradia própria e crescimento no número de residências alugadas nos últimos anos

Casas programa sociais- Imagem reprodução 


O Piauí segue entre os estados brasileiros com maior percentual de famílias vivendo em imóveis próprios, mas os números mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam uma mudança gradual no perfil habitacional do estado. Dados de 2025 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) mostram redução no número de moradias próprias e aumento da participação dos imóveis alugados.

De acordo com o levantamento, 78,9% dos domicílios piauienses pertenciam aos próprios moradores em 2025. Em 2016, esse índice era de 83%, o que representa recuo de 4,1 pontos percentuais ao longo do período analisado.

Mesmo com a queda, o estado continua ocupando posição de destaque nacional, aparecendo em segundo lugar entre as unidades da federação com maior proporção de imóveis próprios, ficando atrás apenas do Maranhão, que lidera com 80,5%.

Imóveis financiados puxam redução

A principal mudança observada aconteceu entre os imóveis ainda em processo de pagamento. Em 2016, eles correspondiam a 6,8% das residências piauienses. Em 2025, esse percentual caiu para apenas 2,9%.

Já os imóveis totalmente quitados praticamente mantiveram estabilidade no período, saindo de 76,2% para 76%, demonstrando que o maior impacto veio justamente da retração nas aquisições financiadas.

Aluguel cresce no estado

Na direção oposta, os imóveis alugados ganharam espaço no Piauí. Em 2025, 11,7% dos domicílios estavam nessa condição, contra 8,2% registrados em 2016. O aumento foi de 3,5 pontos percentuais.

Apesar do avanço, o estado ainda apresenta a menor taxa de imóveis alugados do Brasil. Depois do Piauí aparecem Maranhão (12,8%), Pará (15,3%) e Acre (16,1%).

Entre os maiores índices nacionais de aluguel estão o Distrito Federal, com 34,5%, Goiás, com 28,8%, e Mato Grosso, com 28,7%.

Outras formas de ocupação

O levantamento também mostra que 9,1% dos domicílios piauienses são ocupados por cessão, quando o imóvel é utilizado sem pagamento de aluguel. Outros 0,1% aparecem em modalidades diversas de ocupação.

No cenário nacional, a média de residências próprias foi de 67% em 2025, índice inferior ao registrado no Piauí. Já os imóveis cedidos representaram 8,9%, enquanto outras formas somaram 0,3%.

Pressão nos preços pode explicar tendência

O crescimento do aluguel acontece em meio à valorização dos preços no mercado imobiliário, especialmente em Teresina. Levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas apontou que a capital piauiense teve a terceira maior alta no valor dos aluguéis do país nos últimos 12 meses, com aumento de 16,51%.

O cenário sugere maior procura por locação e mudança gradual no comportamento das famílias, que têm encontrado mais dificuldade para adquirir a casa própria ou optado por modelos de moradia mais flexíveis. 

Fonte: Cidade Verde 

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