Trump eleva tensão global e faz alerta dramático sobre possível ataque ao Irã

Presidente dos EUA fala em destruição iminente e pressiona Teerã a reabrir o Estreito de Ormuz diante de risco de ofensiva militar

O presidente dos EUA, Donald Trump, em 6 de abril de 2026 — Foto: REUTERS/Evan Vucci

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou o tom da crise com o Irã ao afirmar que “uma civilização inteira morrerá esta noite”, em publicação feita na rede Truth Social nesta terça-feira (7). A declaração foi divulgada horas antes do prazo final imposto por Washington para que Teerã reabra o estratégico Estreito de Ormuz.

Apesar do tom alarmante, Trump afirmou não desejar que o cenário extremo se concretize, embora tenha sinalizado que considera a possibilidade real. Em sua mensagem, o líder norte-americano voltou a criticar o regime iraniano, que governa o país há quase cinco décadas, e sugeriu que uma mudança de poder poderia abrir caminho para transformações profundas.

A fala ocorre em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, após ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra alvos iranianos no fim de fevereiro, episódio que levou ao fechamento quase total do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo.

O ultimato estabelecido por Trump prevê que o Irã reabra a passagem até às 21h desta terça-feira, no horário de Brasília. Caso contrário, há risco de uma ofensiva de grandes proporções.

Irã mobiliza população e sinaliza resistência

Do outro lado do conflito, o Irã não dá sinais de recuo. Autoridades iranianas intensificaram o discurso de resistência e passaram a convocar a população para proteger infraestruturas estratégicas, como usinas de energia e pontes.

A televisão estatal exibiu apelos para que cidadãos formem correntes humanas em torno dessas estruturas, consideradas essenciais para o funcionamento do país. A convocação foi direcionada a jovens, estudantes, artistas e profissionais de diversas áreas.

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que milhões de cidadãos já se manifestaram dispostos a defender o país, inclusive com sacrifício pessoal. Segundo ele, mais de 14 milhões de iranianos responderam a campanhas de mobilização promovidas pelo governo.

Enquanto isso, relatos vindos de Teerã apontam para um clima de apreensão crescente. Moradores descrevem um cenário de incerteza, com temor de ataques e possíveis interrupções no fornecimento de energia.

Negociações travadas e risco de escalada

As tentativas diplomáticas para conter a crise não avançaram. Uma proposta de cessar-fogo apresentada pelo Paquistão foi rejeitada tanto pelos Estados Unidos quanto pelo Irã.

Embora Teerã tenha apresentado uma contraproposta, considerada parcialmente positiva por Trump, o governo norte-americano avaliou que os termos ainda são insuficientes. A proposta paquistanesa previa uma trégua imediata, seguida de negociações por até 20 dias para um acordo mais amplo.

Segundo autoridades iranianas, a rejeição se deve à desconfiança de que uma pausa temporária poderia ser usada pelos adversários para reorganizar forças e lançar novos ataques.

Diante do impasse, o cenário permanece instável, com riscos de agravamento do conflito e impactos diretos no mercado global de energia e na segurança internacional.

Fonte: G1

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