PP confirma neutralidade na disputa presidencial e Tereza não integrará chapa de Flávio Bolsonaro

Decisão da direção nacional inviabiliza indicação da senadora como candidata a vice-presidente; PL tem até 5 de agosto para definir novo nome

Senadores Tereza Cristina (PP) e Flávio Bolsonaro (PL), ao fundo, em agosto de 2025 — Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O Partido Progressistas (PP) oficializou nesta sexta-feira (31) que permanecerá neutro na disputa pela Presidência da República em 2026. A decisão impede que a senadora Tereza Cristina (PP-MS) componha como candidata a vice-presidente na chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), apesar de ela ter admitido a possibilidade de aceitar o convite.

Em nota oficial, o partido informou que consultou seus diretórios estaduais e, por maioria, decidiu não apoiar nenhum candidato à Presidência no primeiro turno, mantendo a posição de neutralidade e descartando a realização de convenção nacional para formalizar alianças.

Segundo a legenda, a decisão foi comunicada à senadora Tereza Cristina, líder do PP no Senado Federal, que acatou a orientação partidária.

Chapa de Flávio segue sem vice

Com a definição do Progressistas, a campanha de Flávio Bolsonaro permanece sem um candidato a vice-presidente. O PL terá até o dia 5 de agosto, prazo final para a formalização das coligações, para anunciar o nome que integrará a chapa presidencial.

Horas antes da divulgação da nota do PP, Flávio Bolsonaro havia afirmado, durante agenda em São Paulo, que Tereza Cristina teria aceitado o convite para disputar a vice-presidência. No entanto, a manifestação oficial da sigla encerrou a possibilidade de participação da senadora na composição.

Neutralidade já era esperada

A decisão do Progressistas já vinha sendo sinalizada nos últimos dias. O presidente nacional da legenda, senador Ciro Nogueira (PP-PI), havia informado previamente ao candidato do PL que a federação formada por PP e União Brasil caminhava para adotar uma posição de neutralidade na eleição presidencial.

Entre os fatores considerados pela direção partidária estão a necessidade de preservar acordos políticos distintos nos estados, onde os partidos da federação apoiam candidaturas de diferentes espectros políticos, além da estratégia de conceder maior autonomia às lideranças regionais.

Outro aspecto apontado nos bastidores é a avaliação de que a candidatura de Flávio Bolsonaro enfrenta dificuldades para consolidar apoios nacionais, o que reduziu o interesse de partidos de centro em integrar formalmente a chapa.

Republicanos também pode permanecer neutro

Após perder o apoio do Progressistas, o PL deve intensificar as negociações com o Republicanos em busca de um nome para a vice-presidência. No entanto, a legenda também tem sinalizado que poderá adotar uma postura de neutralidade na eleição presidencial.

Com isso, Flávio Bolsonaro entra na reta final do prazo eleitoral ainda em busca de um aliado para completar a chapa e ampliar sua base de apoio para a campanha presidencial de 2026.

Fonte: G1

Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem