Ação da Polícia Federal investiga suspeitas de lavagem de dinheiro ligada às fraudes em descontos ilegais de benefícios do INSS; senador não foi alvo desta etapa, mas segue entre os investigados
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| Dinheiro apreendido na operação 'Sem Desconto'. — Foto: Divulgação/Polícia Federal |
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (4), uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema nacional de descontos irregulares em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Desta vez, o foco da ofensiva é apurar possíveis práticas de lavagem de dinheiro relacionadas aos recursos obtidos com as fraudes.
Entre os alvos dos mandados de busca e apreensão estão a esposa, a filha e duas irmãs do senador Weverton Rocha (PDT-MA), atual vice-líder do governo no Senado. O parlamentar não foi alvo desta nova etapa da operação, embora permaneça sob investigação e tenha sido alvo de buscas em uma fase anterior da apuração, realizada em dezembro do ano passado.
Ao todo, a Polícia Federal cumpre 18 mandados de busca e apreensão, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no Distrito Federal e no Maranhão.
Investigação sobre lavagem de dinheiro
As diligências desta fase tiveram origem após a identificação de indícios de movimentações financeiras e patrimoniais consideradas suspeitas pelos investigadores. Segundo a PF, há sinais de que recursos provenientes do esquema teriam sido ocultados por meio da utilização de pessoas físicas e jurídicas, contas bancárias de terceiros, empresas e operações com dinheiro em espécie.
O objetivo da nova etapa é rastrear a origem e o destino dos valores, identificar os beneficiários dos repasses e individualizar a responsabilidade de cada investigado.
Esquema bilionário
A Operação Sem Desconto ganhou repercussão nacional em abril de 2025, quando a Polícia Federal revelou um esquema de descontos indevidos aplicados em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS entre 2019 e 2024.
De acordo com as investigações, os prejuízos provocados pelas fraudes podem chegar a R$ 6,3 bilhões.
Defesa
Outro alvo dos mandados é o advogado e empresário Willer Tomaz. Em nota, a defesa afirmou que a busca e apreensão ocorreu exclusivamente porque ele é proprietário da aeronave utilizada pelo senador Weverton Rocha em uma viagem de caráter particular.
Segundo a nota, Willer Tomaz não é investigado na Operação Sem Desconto e não possui qualquer ligação com o esquema de fraudes. A defesa sustenta que o empréstimo da aeronave ocorreu em caráter pessoal e amistoso e informa que o advogado está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos, reiterando confiança na condução das investigações.
Fonte: G1
