Operação Sem Desconto apura esquema de descontos ilegais em aposentadorias e pensões que teria causado prejuízo de R$ 6,3 bilhões
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| O ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto, durante entrevista no programa A Voz do Brasil, nos estúdios da EBCImagem: Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil |
A Polícia Federal prendeu, na manhã desta terça-feira (12), o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, durante uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga descontos indevidos em aposentadorias e pensões realizados em nome de sindicatos e associações fictícias.
A operação, deflagrada em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), cumpre 63 mandados de busca e apreensão e 10 de prisão preventiva em 15 estados e no Distrito Federal, incluindo o Piauí. Também é alvo de busca o ex-ministro do Trabalho e Previdência do governo Bolsonaro, José Carlos Oliveira.
De acordo com a PF, os investigados podem responder por organização criminosa, estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, inserção de dados falsos em sistemas oficiais e lavagem de dinheiro.
Servidor de carreira e filiado ao PDT, Stefanutto foi afastado da presidência do INSS em abril de 2024, após a revelação de um golpe que teria desviado cerca de R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024.
Os descontos ilegais eram lançados em nome de beneficiários que nunca contrataram serviços de associações ou sindicatos, mas tiveram valores abatidos mensalmente de seus benefícios.
Stefanutto havia sido indicado ao cargo em julho de 2023 pelo então ministro da Previdência Carlos Lupi, que assumiu publicamente a responsabilidade pela nomeação após a descoberta do esquema.
A defesa do ex-presidente, representada pela advogada Ana Paula Miranda, informou que só se manifestará após acesso aos autos. A Polícia Federal ainda não divulgou os nomes dos demais presos e alvos da operação.
Fonte: UOL
