INSS em 2026: veja como ficam os descontos no salário

Tabela atualizada passa a valer a partir de janeiro e será descontada nos pagamentos de fevereiro

Foto: Rafael Carvalho/INSS

Os trabalhadores brasileiros que contribuem para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) já precisam se preparar para os novos valores de desconto que entram em vigor em 2026. A Previdência Social divulgou a tabela atualizada de contribuições, válida desde 1º de janeiro, com impactos diretos nos salários pagos a partir de fevereiro.

As mudanças atingem profissionais com carteira assinada, empregados domésticos, trabalhadores avulsos, autônomos, contribuintes facultativos e microempreendedores individuais (MEI). A atualização das faixas segue a inflação acumulada de 2025, medida pelo INPC, que foi de 3,90% — o mesmo índice aplicado no reajuste das aposentadorias acima do salário mínimo.

Contribuição progressiva para trabalhadores com carteira assinada

Desde a reforma da Previdência, em vigor desde 2019, as alíquotas do INSS passaram a ser progressivas. Isso significa que o desconto não incide sobre o salário inteiro, mas por faixas, como se fossem “fatias” da remuneração. O recolhimento é feito diretamente pelo empregador.

A nova tabela válida em 2026 ficou assim:

• Até R$ 1.621,00 – 7,5%
• De R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84 – 9%
• De R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27 – 12%
• De R$ 4.354,28 a R$ 8.475,55 – 14%

O teto do INSS foi reajustado para R$ 8.475,55, valor máximo sobre o qual incide a contribuição previdenciária.

Quanto será descontado do salário em 2026

Com base na nova tabela, especialistas simularam os valores que serão recolhidos mensalmente ao INSS. Veja alguns exemplos:

• Salário de R$ 1.621,00 → R$ 121,58
• Salário de R$ 2.000,00 → R$ 155,69
• Salário de R$ 3.000,00 → R$ 248,60
• Salário de R$ 4.000,00 → R$ 368,60
• Salário de R$ 5.000,00 → R$ 501,51
• Salário de R$ 7.000,00 → R$ 781,51
• Salário no teto (R$ 8.475,55) → R$ 988,09

Esses valores representam o desconto mensal que será feito diretamente na folha de pagamento ao longo de 2026.

Autônomos e contribuintes individuais

Quem trabalha por conta própria pode escolher entre dois modelos de contribuição:

Alíquota de 11%
Indicada para quem contribui sobre o salário mínimo e garante apenas aposentadoria por idade, no valor mínimo.

• Salário mínimo (R$ 1.621) → R$ 178,31
• Renda de R$ 3.000 → R$ 330,00
• Teto do INSS → R$ 932,31

Alíquota de 20%
Permite aposentadoria por tempo de contribuição e benefícios com valor maior, respeitando o teto.

• Salário mínimo (R$ 1.621) → R$ 324,20
• Renda de R$ 4.000 → R$ 800,00
• Teto do INSS → R$ 1.695,11

MEI também teve reajuste

O Microempreendedor Individual passou a pagar R$ 81,05 por mês em 2026, valor equivalente a 5% do novo salário mínimo. Em 2025, a contribuição era de R$ 75,90.

Além do INSS, o MEI continua recolhendo, na mesma guia (DAS), o ICMS e/ou ISS, conforme a atividade exercida. O pagamento em dia garante acesso a benefícios como aposentadoria por idade, auxílio-doença, salário-maternidade, pensão por morte e auxílio-reclusão.

O que muda na prática

Com a atualização da tabela, o desconto mensal aumenta para acompanhar a inflação e o novo salário mínimo. Embora o impacto seja maior no valor bruto do desconto, a regra progressiva impede que o trabalhador pague uma alíquota única sobre todo o salário, o que suaviza o peso da contribuição.

A recomendação de especialistas é que trabalhadores e autônomos façam simulações e planejem o orçamento mensal, especialmente em um cenário de reajustes salariais e tributários previstos para 2026.

Fonte: Cidade Verde

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