Protesto em frente ao Banco Master cobra afastamento de Toffoli e delação de Vorcaro em São Paulo

Ato organizado pelo MBL reuniu centenas de pessoas e pediu mais transparência nas investigações sobre o escândalo financeiro

Manifestação do MBL pediu transparência no Caso Master. (Foto: Divulgação / MBL)

Centenas de manifestantes ocuparam, no início da noite desta quinta-feira (22), a área em frente à sede do Banco Master, em São Paulo, em um protesto marcado por palavras de ordem e cobranças direcionadas às investigações que envolvem a instituição financeira. Com gritos de “Fora, Toffoli!”, o grupo pediu o afastamento do ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, da condução do inquérito e defendeu uma delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do banco.

A manifestação foi organizada pelo Movimento Brasil Livre (MBL) e mobilizada por meio das redes sociais de suas lideranças. De acordo com os organizadores, o objetivo do ato foi pressionar as autoridades por maior transparência, celeridade e rigor nas apurações relacionadas ao escândalo financeiro que envolve o Banco Master e empresas ligadas ao grupo.

Durante o protesto, faixas, cartazes e discursos concentraram críticas tanto na atuação do banqueiro quanto no papel institucional do ministro do STF. Os manifestantes defenderam que Toffoli se declare impedido de continuar como relator do inquérito, alegando a necessidade de preservar a imparcialidade e a credibilidade das investigações.

A Polícia Militar acompanhou o ato de forma preventiva. Até o fechamento desta edição, não havia registro de confrontos ou ocorrências graves, e a manifestação transcorreu de maneira pacífica, com dispersão gradual dos participantes ao longo da noite.

O protesto ocorreu no mesmo dia em que a Procuradoria-Geral da República (PGR) decidiu arquivar a representação apresentada por parlamentares da oposição ao governo, que solicitava o afastamento de Dias Toffoli da relatoria do inquérito que investiga o Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão, no entanto, não arrefeceu as críticas dos manifestantes, que afirmaram que novas mobilizações podem ocorrer nos próximos dias.
O ato reforça a pressão política e social em torno do caso, que segue no centro do debate público nacional, envolvendo o sistema financeiro, órgãos de controle e a atuação das instituições do Judiciário brasileiro.

Fonte: Gazeta do Povo

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