Maioria dos estados adere a subsídio para diesel importado proposto pelo governo federal

Medida emergencial prevê ajuda de R$ 1,20 por litro durante dois meses para conter alta dos combustíveis

Foto: Marcello Casal - Agência Brasil 

Mais de 80% das unidades da Federação manifestaram interesse em aderir ao subsídio ao diesel importado proposto pelo Ministério da Fazenda. A informação foi divulgada em nota conjunta da pasta com o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), indicando ampla aceitação da iniciativa em meio ao cenário de instabilidade no mercado internacional de energia.

A proposta surge como resposta à escalada nos preços dos combustíveis, influenciada pela guerra no Oriente Médio. Na prática, o percentual divulgado representa que cerca de 22 ou 23 dos 27 estados brasileiros já sinalizaram adesão ao programa.

Apesar da elevada participação, o Ministério da Fazenda não informou quais estados ainda não confirmaram apoio à medida. Segundo a assessoria da pasta, as negociações continuam em andamento, o que impede a divulgação detalhada das adesões neste momento.

O novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a medida provisória que institui o subsídio deve ser publicada ainda nesta semana. Ele destacou que, embora a adesão total dos estados não seja obrigatória, o governo federal segue dialogando para ampliar o alcance da iniciativa.

De caráter temporário e excepcional, o subsídio prevê um desconto de R$ 1,20 por litro de diesel importado pelo período de até dois meses. O custo será dividido igualmente entre a União e os estados: R$ 0,60 serão bancados pelo governo federal e outros R$ 0,60 pelas administrações estaduais.

De acordo com o comunicado, a participação financeira de cada estado será proporcional ao volume de diesel consumido em seu território. No entanto, os critérios técnicos para essa divisão ainda estão em fase de definição.

A medida terá duração limitada justamente para evitar impactos duradouros nas contas públicas. A adesão dos estados é voluntária, conforme pactuado no âmbito do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), responsável por deliberar sobre políticas fiscais que envolvem os entes federativos.

Outro ponto destacado é que os estados que optarem por não participar não terão suas cotas redistribuídas entre os demais, preservando a autonomia de cada unidade da Federação.

Na avaliação do governo, a iniciativa reforça a cooperação entre União e estados em busca de soluções para o setor de combustíveis, com foco na estabilidade de preços, na garantia do abastecimento e na responsabilidade fiscal em todas as esferas administrativas.

Fonte: Agência Brasil 

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