Pela primeira vez desde 1894, Casa rejeita um nome para o Supremo; votação secreta frustra articulação do Planalto
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| Indicado de Lula ao Supremo, o advogado-geral da União Jorge Messias durante sabatina na CCJ do Senado • Andressa Anholete/Agência Senad |
O Senado Federal rejeitou, nesta quarta-feira (29), a indicação de Jorge Rodrigo Araújo Messias para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O placar final foi de 42 votos contrários e 34 favoráveis, configurando uma derrota significativa para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Para ser aprovado, o indicado precisava de ao menos 41 votos favoráveis no plenário. Apesar de projeções otimistas por parte da base governista, que estimava contar com cerca de 45 votos, a votação secreta acabou surpreendendo e evidenciando a dificuldade de articulação política no Congresso Nacional.
A rejeição marca um fato histórico: o Senado não barrava a indicação de um ministro para o STF desde 1894. O resultado encerra um processo que se arrastava há cerca de cinco meses, período em que a indicação enfrentou impasses e resistência entre parlamentares.
Antes de chegar ao plenário, Jorge Rodrigo Araújo Messias havia sido aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), após uma longa sabatina que durou aproximadamente oito horas. No colegiado, o placar foi de 16 votos favoráveis contra 11 contrários.
Com a decisão, o governo sofre um revés político relevante às vésperas do calendário eleitoral, e a vaga no STF segue em aberto até que uma nova indicação seja apresentada ao Senado.
Fonte: CNN Brasil
