Resultado divulgado pelo IBGE aponta avanço da agropecuária, indústria e serviços; PIB soma R$ 3,3 trilhões no período
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| Foto: CNA/Wenderson Araujo/Trilux |
A economia brasileira iniciou 2026 em ritmo de expansão. Dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 1,1% no primeiro trimestre em relação aos três meses finais de 2025.
O desempenho representa o maior crescimento trimestral da economia desde o primeiro trimestre de 2025, quando o avanço havia sido de 1,8%. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, a alta foi de 1,8%, enquanto o acumulado dos últimos 12 meses registra expansão de 2%.
Em valores correntes, a produção de bens e serviços no país alcançou R$ 3,3 trilhões entre janeiro e março deste ano.
Os números refletem um cenário de crescimento disseminado entre os principais setores da economia. A agropecuária liderou a expansão, com avanço de 2%, seguida pela indústria, que cresceu 1%, e pelos serviços, que registraram alta de 0,5%.
Dentro da indústria, os destaques ficaram por conta das atividades de extração mineral, que avançaram 3,6%, e da construção civil, com crescimento de 2,9%. O setor industrial respondeu por cerca de 23% da riqueza produzida no país durante o período.
Já o segmento de serviços, responsável por aproximadamente 70% do PIB brasileiro, foi impulsionado principalmente pelas áreas de informação e comunicação, que cresceram 2,4%, além das atividades imobiliárias (1,2%), outros serviços (0,8%) e comércio (0,6%).
Segundo o coordenador de Contas Nacionais do IBGE, Ricardo Montes de Moraes, o setor de serviços apresentou desempenho positivo, mas a agropecuária foi a principal responsável por sustentar o crescimento econômico observado no trimestre.
Pela ótica da demanda, o consumo das famílias avançou 1%, indicando maior movimentação da economia doméstica. Os investimentos, medidos pela Formação Bruta de Capital Fixo, cresceram 3,5%, demonstrando aumento na aquisição de máquinas, equipamentos e obras de infraestrutura. O consumo do governo também apresentou crescimento de 0,4%.
No comércio exterior, entretanto, os resultados foram menos favoráveis. As exportações recuaram 1,7% no período, enquanto as importações aumentaram 4,4%. Como as vendas externas contribuem positivamente para o cálculo do PIB e as importações têm efeito inverso, ambos os movimentos limitaram um crescimento ainda maior da economia.
O Produto Interno Bruto é o principal indicador utilizado para medir a atividade econômica de um país. O cálculo reúne todos os bens e serviços finais produzidos em determinado período e serve como referência para avaliar o desempenho econômico de estados, municípios e nações.
Apesar de ser um importante termômetro da economia, o PIB não mede aspectos como distribuição de renda, desigualdade social ou qualidade de vida da população, fatores que também influenciam o desenvolvimento de um país.
Fonte: Agência Brasil
