Parlamentares piauienses votam de forma divergente no Congresso; decisão beneficia condenados e gera reações entre aliados e oposição
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| Foto: Andressa Anholete/Agência Senado |
O Congresso Nacional derrubou, nesta quinta-feira (30), o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao chamado PL da Dosimetria. A medida, que agora segue para promulgação, altera critérios de aplicação de penas e beneficia condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, incluindo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, ao prever redução de punições e possibilidade de progressão mais rápida de regime.
A votação ocorreu em duas etapas, com análise inicial na Câmara dos Deputados e, em seguida, no Senado. Na Câmara, 318 parlamentares votaram pela derrubada do veto (voto “não”), enquanto 144 foram favoráveis à manutenção (“sim”), além de cinco abstenções. No Senado, o placar foi de 49 votos pela derrubada contra 24 pela manutenção. O resultado atendeu ao requisito de maioria absoluta nas duas Casas.
Como votaram os deputados do Piauí
A bancada federal do Piauí apresentou divisão clara na votação:
Castro Neto (MDB) – SIM
Marcos Aurélio Sampaio (MDB) – NÃO
Átila Lira (PP) – NÃO
Júlio Arcoverde (PP) – NÃO
Júlio César (PSD) – SIM
Francisco Costa (PT) – SIM
Flávio Nogueira (PT) – SIM
Florentino Neto (PT) – SIM
Merlong Solano (PT) – SIM
Jadyel Alencar (Republicanos) – NÃO
Como votaram os senadores do Piauí
No Senado, o posicionamento também foi dividido:
Marcelo Castro (MDB) – SIM
Ciro Nogueira (PP) – NÃO
Wellington Dias (PT) – SIM
Repercussão entre parlamentares
Após a votação, parlamentares se manifestaram publicamente, evidenciando o contraste de interpretações sobre a medida.
O deputado Júlio Arcoverde defendeu seu voto pela derrubada do veto, argumentando que a decisão busca maior equilíbrio nas punições e contribui para a pacificação nacional.
Já o senador Ciro Nogueira afirmou que a decisão encerra um período de disputas que travava o debate no Congresso. Segundo ele, os condenados já teriam sido responsabilizados pelos atos praticados, e o país deve voltar a focar em soluções para problemas estruturais.
Em sentido oposto, o deputado Florentino Neto criticou a derrubada do veto, ressaltando que ataques ao Estado Democrático de Direito exigem resposta firme para preservar as instituições.
O deputado Merlong Solano também reprovou a decisão, destacando que a manutenção do veto representaria uma defesa da democracia e que, em sua avaliação, a medida aprovada pelo Congresso reduz o rigor necessário na punição de atos considerados golpistas.
A votação evidencia o cenário de polarização política em torno dos desdobramentos dos eventos de 8 de janeiro, com reflexos diretos nas posições adotadas pelas bancadas estaduais no Congresso Nacional.
Fonte: Cidade Verde
