EUA propõem tarifas extras de 12,5% a 60 países, incluindo o Brasil

Medida faz parte de investigação sobre trabalho forçado e pode atingir exportações do Brasil caso seja aprovada após consulta pública prevista para julho

Foto: Reuters/Carlos Barria/Proibida reprodução

O Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR) anunciou uma proposta para impor tarifas adicionais de até 12,5% sobre produtos importados de diversos países, incluindo o Brasil. A justificativa apresentada pelo governo norte-americano é a suposta insuficiência de ações para combater a comercialização de produtos fabricados com trabalho forçado, prática que, segundo Washington, prejudica a competitividade e restringe o comércio dos Estados Unidos.

A iniciativa integra uma série de medidas baseadas na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos de 1974, instrumento que autoriza o governo americano a investigar e aplicar sanções comerciais contra países considerados responsáveis por práticas desleais ou prejudiciais aos interesses econômicos norte-americanos.

A proposta surge após a tentativa do governo do presidente Donald Trump de restabelecer tarifas de emergência que haviam sido derrubadas pela Suprema Corte dos Estados Unidos em fevereiro deste ano. Como alternativa, a administração americana passou a utilizar investigações específicas para justificar novas barreiras comerciais.

De acordo com o USTR, países como Canadá, México, Reino Unido, União Europeia, Indonésia, Equador, Paquistão, Bangladesh, Camboja, Guatemala, El Salvador, Malásia e Taiwan poderão ser submetidos a uma tarifa adicional de 10%.

Já o Brasil foi incluído em um grupo de 45 países que poderão enfrentar uma tarifa mais elevada, de 12,5%, caso a proposta avance após o período de consulta pública.

O órgão informou que receberá manifestações da sociedade, empresas e governos interessados até o dia 6 de julho. Uma audiência pública para discutir a medida está marcada para 7 de julho, etapa que antecede a decisão final sobre a implementação das novas tarifas.

Se confirmada, a medida poderá aumentar os custos de exportação para empresas brasileiras que comercializam produtos no mercado americano, afetando setores estratégicos da economia nacional e ampliando as tensões comerciais entre os dois países.

Fonte: Agência Brasil

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